Corpos para além da linha abissal. Feminismos e epistemologias do Sul
O ritmo de atividades científicas aqui no CES está diminuido com o encerramento do ano letivo. A universidade entra na fase dos exames e, brevemente, teremos as férias escolares. Neste momento de fechamento aconteceu no CES a oficina “Corpos para além da linha abissal. Feminismos e epistemologias do Sul”. Esta foi a sessão de encerramento do Gender Workshop e teve como ponto de partida a leitura do romance “Niketche. Uma História de Poligamia”, de Paulina Chiziane (São Paulo: Companhia das Letras. 2004), de Moçambique, para interrogar o próprio conceito de corpo, tal como se apresenta no texto e nas organizações sociais e dinâmicas de poder que evoca.
Mulher é terra. Sem semear, sem regar, nada produz (Provérbio zambeziano - Epígrafe do livro)
Partindo dos conceitos desenvolvidos por Boaventura de Sousa Santos – pensamento abissal, epistemologias do Sul, ecologia dos saberes, dentre outros, a oficina pretendeu alargar essa discussão no sentido de incluir dimensões feministas. No centro da reflexão esteve o conceito de corpo enquanto um dos elementos da dicotomia central do pensamento da modernidade ocidental – a dicotomia mente / corpo. “A literatura de mulheres africanas – da qual “Niketche” é um exemplo - aponta para outros saberes sobre os corpos que suscitam novos entendimentos sobre velhas e novas reivindicações feministas, a partir de contextos e cosmovisões do Sul, bem como modos diferentes de formulação dos debates em torno de algumas lutas ou condições das mulheres.” O romance relata uma história de poligamia na qual a personagem principal descobre as mulheres do marido e, a partir daí, cria-se uma rede circular de solidariedade entre elas...
A sessão teve a coordenação de Catarina Martins, investigadora do CES/FLUC, e os/as participantes foram convidados/as a refletir sobre pensamentos alternativos em relação aos corpos e noções feministas, a partir de trechos do romance sugeridos pelos/as dinamizadores da sessão, estudantes de doutoramento.
Abraço
Jacira
Mulher é terra. Sem semear, sem regar, nada produz (Provérbio zambeziano - Epígrafe do livro)
Partindo dos conceitos desenvolvidos por Boaventura de Sousa Santos – pensamento abissal, epistemologias do Sul, ecologia dos saberes, dentre outros, a oficina pretendeu alargar essa discussão no sentido de incluir dimensões feministas. No centro da reflexão esteve o conceito de corpo enquanto um dos elementos da dicotomia central do pensamento da modernidade ocidental – a dicotomia mente / corpo. “A literatura de mulheres africanas – da qual “Niketche” é um exemplo - aponta para outros saberes sobre os corpos que suscitam novos entendimentos sobre velhas e novas reivindicações feministas, a partir de contextos e cosmovisões do Sul, bem como modos diferentes de formulação dos debates em torno de algumas lutas ou condições das mulheres.” O romance relata uma história de poligamia na qual a personagem principal descobre as mulheres do marido e, a partir daí, cria-se uma rede circular de solidariedade entre elas...
A sessão teve a coordenação de Catarina Martins, investigadora do CES/FLUC, e os/as participantes foram convidados/as a refletir sobre pensamentos alternativos em relação aos corpos e noções feministas, a partir de trechos do romance sugeridos pelos/as dinamizadores da sessão, estudantes de doutoramento.
Abraço
Jacira



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